quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Opinião, Notícia e Humor

MANCHETES DOS JORNALÕES

O GLOBO

BELTRAME: GOVERNO FEDERAL NÃO FAZ SUA PARTE CONTRA O TRÁFICO

Pela primeira vez, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, criticou o governo federal por não fazer sua parte no combate ao tráfico. “O Rio precisa que o governo federal assuma plenamente a responsabilidade legal de combate à droga (...) Tráfico de drogas é com a Polícia Federal. Infelizmente, no Rio não é”, afirmou Beltrame, que classificou como “o 11 de setembro carioca” as ações do tráfico que resultaram na queda de um helicóptero da PM. O secretário reclamou da burocracia, que impede a instalação de cabines blindadas e a compra de armamento. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou o regime aberto. Ontem à noite, teria ocorrido nova invasão no Engenho Novo ou tumulto criado para facilitar a fuga de traficantes em favela. (págs. 1 e 14 a 19)

FOLHA DE S. PAULO
BOLSA DE SP PREVÊ QUEDA DE NEGÓCIOS PÓS-TAXAÇÃO

Bovespa recua 2,88% no primeiro dia de cobrança de IOF; dólar sobe. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 2% sobre entrada de capital externo ameaça a captação de empresas brasileiras no mercado e diminui a competitividade da BM&F Bovespa, segundo analistas. Os negócios com ações no Brasil tendem a ser “exportados” para a Bolsa de Nova York, afirmam especialistas. Em 2009, 65% dos recursos aplicados em aberturas de capital e oferta de papéis brasileiros vieram de investidores estrangeiros. (págs. 1 e B1)

O ESTADO S. PAULO

VIAGEM DE LULA É 'VALE-TUDO' ELEITORAL, DIZ GILMAR MENDES

Para o governo, visita a obras no São Francisco não é campanha antecipada. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, defendeu que a Justiça Eleitoral investigue a viagem do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), presidenciável do PT, às obras de transposição do Rio São Francisco. Para Mendes, é preciso "evitar esse vale-tudo". Ele afirmou que há uma "mais-valia natural" dos candidatos ligados a governos, por causa da exposição, mas disse haver confusão entre ações administrativas e eleitorais: "É lícito transformar um evento rotineiro de governo em um comício? E aí desequiparam-se as relações de oportunidade que deve haver no processo eleitoral". O ministro Tarso Genro (Justiça) negou que Lula e Dilma tenham cometido irregularidade. "O governo tem não só o direito, mas a obrigação de dar visibilidade a seus atos", disse Tarso, afirmando que a lei eleitoral estabelece período específico em que esse tipo de ato é vetado. (págs. 1 e A4)

JORNAL DO BRASIL
SUS PAGA 60% DA PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO NO PAÍS

Financiamento público concentra estudos realizados por mais de 300 pesquisadores. Balanço do Ministério da Saúde mostra que 60% do investimento em pesquisas com células-tronco foram financiados pelo Sistema Único de Saúde. O restante coube ao BNDES e ao Ministério de Ciência e Tecnologia. São mais de 300 pesquisadores trabalhando em 90 grupos contemplados com financiamento público. Alguns estudos são pioneiros, como o que injeta as células-tronco da medula óssea diretamente nos pulmões para tratar pacientes com silicose, doença pulmonar que atinge 6 milhões de brasileiros. (págs. 1 e Tema do dia A2 e A3)

CORREIO BRAZILIENSE
UMA POLÍCIA INCAPAZ

Crime da 113 Sul: Uma polícia incapaz de dar respostas que expliquem as brutais mortes do advogado e ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, de sua mulher e da empregada da família, assassinados com 73 facadas em uma das quadras mais nobres do Plano Piloto. Já se passaram 50 dias, mais de 100 pessoas foram ouvidas, mas até agora a polícia, que não sabe se as mortes ocorreram em um roubo ou por encomenda, está longe de apontar culpados: 15 suspeitos estão sob investigação. Há dois presos, mas nenhuma prova que os incrimine. Nem mesmo os laudos da cena do crime ficaram prontos. Brasília cobra explicações. (págs. 1, 23 e 24)

VALOR ECONÔMICO
TAXAÇÃO DE CAPITAL EXTERNO DESCONTENTA MERCADO E BC

A decisão do Ministério da Fazenda de taxar com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) os ingressos de capitais em renda fixa e ações causou descontentamento no Banco Central e no mercado. O BC considera que a medida tem forte apelo fiscal, é inócua para o câmbio e provocará a "exportação" do mercado de capitais brasileiro. O clima entre a Fazenda e o BC piorou. No mercado financeiro, a avaliação é semelhante: a medida não vai segurar o câmbio e só prejudicará o mercado de ações. Para Drausio Giacomelli, do Deutsche Bank, o dólar poderá testar em breve seus recordes de baixa atingidos em 2008, quando a cotação bateu R$ 1,56 em agosto. "Os fluxos externos ao Brasil são de natureza estrutural. O IOF joga areia na engrenagem, mas não muda sua direção". (págs. 1, C1, C2, D1 e D2)


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